Betinha Thomaselli

O Blog da Elizabeth Lebarbechon

Swinging Sixties em Floripa

O que eu percebo hoje,  é que na década de 60 tínhamos em nossas mentes  uma agitação e por falta de uma comunicação com os outros países do mundo, vivíamos em uma redoma, éramos quase sempre felizes.  Éramos apaixonadas, sofríamos por amor com resignação  e  esperançosas a cada encontro que aconteciam nos salões do Clube Doze de Agosto e Lira  onde poderíamos encontrar nossos  futuros maridos,  os eventos mais esperados eram os Carnavais e baile de Debutante e Domingueiras promovidas pelo Colunista da Juventude Celso Pamplona .

A música era elemento que unia os jovens, ela exprimia tudo o que não se conseguia dizer em palavras.  A necessidade de libertação do mundo burguês palpitava no fundo de nossos corações, muita coisa velada pela imprensa nacional  deixava a juventude alienada e ao mesmo tempo uma apatia para uma luta maior, fomos podados  no que se referia  a política, melhor não fazer comentários, comunista na época era visto como uma erva daninha, e as pessoas que se rebelavam eram mal vistas  na sociedade , melhor  seria  dançar conforme  a música, termo muito usado na época. Tinha pavor de comunistas e tenho até hoje, foram bandidos e ainda são diante de tudo que estamos assistindo.

Mas hoje não quero falar muito neste assunto. Os Beatles influenciaram nossa geração e a diferença ente eles e Rolling Stones é que os Beatles, suas músicas  e letras tocavam nossos  corações, eles ambicionavam uma satisfação  interior, tanto que nomearam  Maharashi Mahesh ,seu guru, tornaram-se  os precursores de uma movimento que procurava um sentido da vida no oriente, assim apareceram os hippies .

Em Floripa o movimento FLOWER POWER ,também promovido pelos hippies, a juventude da ilha manifestava  contra a intolerância, racismo e a guerra em conversas na praia entre uma partida e outra de frescobol, tínhamos uma  preocupação artificial com o mundo ,comentávamos o que estava acontecendo e abaixávamos o tom quando o assunto era política!  Parecer intelectual ou alienado era charme total e fumar depois de longos papos cabeça era o máximo! Custei para tragar e passava as tardes no meu quarto para não fazer feio, como comecei,  acabei o vício, nunca gostei de cigarro, fumava para ficar interessante, kkkkk.    Tudo muito calmo na Ilha enquanto estudávamos em Colégio de Freiras que não toleravam desobediência.

O sonho de Peace and  Love  ficavam nas músicas ,nas estampas ,ou até mesmo em nossos pensamentos nunca em atitudes radicais , Anos Dourados ? Acho que sim.

 

 

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